Segurança da informação é o centro do meu trabalho, e os projetos que faço para clientes são confidenciais. Para mostrar o cerne do método, construí os projetos abaixo usando apenas dados públicos: informação dispersa vira inteligência navegável, para antecipar risco e decidir com evidência.
Projeto próprio · Inteligência cívica
Antessala
2026
Mostra a relação entre as reuniões de autoridades do governo federal e os atos publicados no Diário Oficial logo depois. Quem se encontrou com quem, e o que veio a seguir.
O problema
Quem trabalha com relações institucionais precisa saber quem conversou com o governo e o que aconteceu depois. Essa informação já é pública, mas fica espalhada em dois sistemas que não se falam: a agenda das autoridades e o Diário Oficial.
O que construí
Uma plataforma que reúne todos os dias as duas fontes, guarda o histórico e aponta quando uma reunião foi seguida, pouco tempo depois, de um ato oficial relacionado. Dá para pesquisar em linguagem simples, como numa conversa.
De onde vêm os dados
Agenda pública do Executivo Federal (e-Agendas / CGU) e Diário Oficial da União.
Resultado
Faz automaticamente um cruzamento que hoje é feito à mão, uma consulta de cada vez. Inscrito no 2º Concurso de Reúso de Dados Abertos da CGU (Edital nº 46/2026).
Reúne num só lugar tudo o que um deputado federal faz: gastos, emendas, votos, discursos e conexões. Um raio-x completo, com resumo rápido e um assistente para tirar dúvidas.
O problema
Acompanhar um parlamentar antes de um posicionamento ou de uma reunião obriga a garimpar dados em meia dúzia de sites do governo que não se falam.
O que construí
Um painel que junta as informações da Câmara, da Justiça Eleitoral, do Portal da Transparência e da Receita Federal. Ele acompanha para onde vão as emendas, cruza com listas de empresas punidas para sinalizar possível conflito de interesse, mostra a base eleitoral no mapa e deixa buscar por tema dentro dos discursos.
De onde vêm os dados
Câmara dos Deputados · Justiça Eleitoral · Portal da Transparência · CGU · IBGE · Receita Federal.
Resultado
Seis bases do governo federal num único painel, em 14 áreas de análise. Foi o meu trabalho de conclusão do curso de dados na UNIVESP.
Mostra a qualidade de cada pesquisa eleitoral: como foi feita, quem pagou, quantas pessoas foram ouvidas e qual a margem de erro. Um dossiê, não um número solto.
O problema
Pesquisa eleitoral vira manchete sem que ninguém leia a ficha técnica. Comunicação e assessorias reagem ao número, não a como ele foi obtido.
O que construí
Uma plataforma que organiza todas as pesquisas registradas na Justiça Eleitoral e abre cada uma como uma ficha: instituto, contratante, quantidade de entrevistas, margem de erro e data em que foi a campo.
De onde vêm os dados
Registros e documentos de pesquisas eleitorais da Justiça Eleitoral (TSE).
Resultado
Lê sozinha a ficha técnica que hoje fica presa em PDFs. O método da pesquisa fica a um clique, no lugar do número isolado da manchete.
Junta 12 anos de ocorrências de segurança pública em São Paulo e cruza com indicadores sociais, num mapa de calor que responde rápido, do estado inteiro até a sua rua.
O problema
Os boletins da Secretaria de Segurança são densos e saem uma vez por mês. Quem trabalha com comunicação de governo, imprensa e pesquisa precisa enxergar a tendência e o território sem abrir uma planilha.
O que construí
Um painel com a série de 2012 a 2024 de ocorrências por tipo, região e delegacia, cruzadas com IDH, renda, educação e vulnerabilidade social.
De onde vêm os dados
Secretaria de Segurança Pública de SP (ocorrências de 2012 a 2024) · IBGE · Fundação Seade.
Resultado
Um mapa de calor que abre rápido mesmo com muitos dados, deixando navegar do estado inteiro até o bairro.
Pega a transcrição de um debate eleitoral e devolve três números por candidato: resposta direta, densidade propositiva e grau de confronto.
O problema
Sete candidatos ao Senado por SP debateram por quase duas horas na Band, 46 turnos de fala. Quem assistiu até o fim ficou com a mesma dúvida de antes: qual candidato respondeu de verdade, e qual só discursou.
O que construí
Rodei a transcrição inteira do debate no meu pipeline de análise de discurso e extraí três notas por candidato: resposta direta (respondeu o que foi perguntado?), densidade propositiva (trouxe proposta ou só diagnóstico?) e grau de confronto (construiu ou só atacou). O resultado é um painel com a ficha de cada candidato, o grafo de conexões entre eles e um comparador lado a lado.
De onde vêm os dados
Transcrição integral do debate ao Senado por SP, Grupo Bandeirantes de Comunicação (9 set 2026).
Resultado
Na média da bancada, a resposta direta ficou em 6,9 de 10 e a densidade propositiva em 5,1: os candidatos respondem mais do que propõem. Quem tem dois votos e vinte minutos consegue decidir sem assistir de novo às duas horas de debate. Leia a análise completa no blog.
Organiza os mais de 600 documentos públicos da Operação Compliance Zero (caso Banco Master) num site investigativo navegável, com cada afirmação rastreada até a página exata do processo.
O problema
Grandes escândalos como o do Banco Master chegam ao público em migalhas: um áudio vazado aqui, uma manchete ali, um trecho de depoimento acolá. A realidade completa fica trancada em milhares de páginas processuais que só especialistas conseguem ler.
O que construí
Uma equipe de agentes de IA leu, catalogou e cruzou os mais de 600 documentos públicos dos 32 processos da Operação Compliance Zero: pessoas e empresas citadas, conexões entre elas, valores movimentados e uma linha do tempo dos fatos. Cada afirmação no site carrega um selo apontando o processo, o documento e a página exatos. O que não está nos autos não entra no ar.
De onde vêm os dados
Processos públicos do STF (quebra de sigilo da Operação Compliance Zero, 32 processos, mais de 600 peças).
Resultado
Mais de 600 peças processuais viraram um site navegável, onde qualquer pessoa audita o fluxo do dinheiro, o mapa de conexões e os documentos originais, sem depender de intermediários.
Formação de times: mais de 500 pessoas formadas. Trilhas de pensamento analítico, leitura de dados e uso de IA no dia a dia, para quem não é técnico. Cada turma sai com uma ideia construída para uma dor real da própria área, e a gestão da mudança faz o aprendizado durar.
Diagnóstico e plano de ação. Antes de treinar, entender onde a organização está: o que já existe, o que falta e por onde começar para a área inteira decidir com evidência.
Organização do trabalho com dados. Definir quem faz o quê, quais reuniões acontecem e como as decisões passam a usar dados, para a mudança não depender de uma pessoa só.